“Passe a enxergar o mundo com os olhos da imaginação” C.S Lewis
“Na cultura grega, havia uma promoção da educação por meio do teatro que se diluiu no decorrer da história. O ato de ensinar não se restringia aos meios escolares. O teatro, por exemplo, era público e expressava valores morais e religiosos de suma importância para o ordenamento racional, emocional e social. Sua finalidade era fazer com que a criança se desenvolvesse para atingir uma harmonia plena, na qual, suas virtualidades seriam desabrochadas até a fase adulta.”[MAFRA 2010.] Jhonny José.
A escola desde seus primórdios tinha como objetivo moldar a criança para a fase adulta, de uma maneira artística. O ensino não era só por meio do teatro, mas também na literatura, a literatura é objeto de formação do imaginário, ao tirar isso de uma pessoa, certamente era não criará uma personalidade singular. Sem a literatura, somos totalmente privados da cultura, da linguagem e, principalmente, de nós mesmos, pois a literatura e até mesmo o teatro são formas de nos conectarmos com agentes passados, de vivermos várias vidas, enfrentarmos vários problemas, conhecer o mundo sem, de certo modo, vivê-lo concretamente. A literatura é uma forma de nos analisarmos, ela reflete quem nos somos de verdade, arte essa que foi morta pelas ideologias, escritores Revolucionários e um sistema que bestializa os jovens. Como a substituição dos clássicos por livros ideológicos.
Os alunos tornaram-se racionais, sem imaginação. O ensino moderno e filodoxo e iluminista os transformaram e papagaios que somente repetem o que lhes foi ensinado, apagando da alma qualquer pensamento livre. Já não é mais contado histórias de fadas, leões mágicos, elfos e príncipes, vemos somente textos, com gráficos e tabelas, apagando qualquer traço de criatividade e imaginação na criança, tornado pessoas vazias e mesquinhas, dando espaço para uma imaginação deformada e fraca que domina seus sentimentos e ações.
“Desde a infância a escola esvazia o desejo pela aprendizagem. É comum os alunos saírem com ódio e desprezo pelo estudo. Parece que os Livros Didáticos realmente ensinam apenas a desprezar o conhecimento”[Seymour Glass- Ensaio sobre os Deuses depressivos].
Os clássicos vem perdendo espaço para livros ideológicos, livros como “O pequeno príncipe” que, recentemente ganhou sua nova versão, “O pequeno príncipe preto” com o intuito de matar a verdadeira mensagem que passa o livro, substituindo para simplesmente separa raças e gêneros com o intuito de gerar uma falsa “Representatividade”. Já não vemos muitos textos de Hamlet, Shakespeare, Machado de Assis, e se vermos, será de forma superficial. A nova educação não está preocupada em forma o imaginário, mas em doutriná-lo com ideologias, deturpando os fatos históricos, criando falsos heróis, escondendo verdades, com o intuito de forma não um ser pensante, mas sim um ser bestializado.
“A experiência humana não passa, ela permanece, e se repete.”
**A literatura serve como uma porta para o horizonte, onde podemos saber quem somos e quem podemos ser. É notável a diferença entre um aluno que lê e o que não possui nenhuma relação com livros. Quem lê tem mais facilidades em interpretações, em entender e resolver certas situações.
O ensino moderno corroeu a criatividade do estudante”[HAN, 2019.].
Com o um ensino padrão e deprimente que não dá espaço para a criatividade, as aulas se tornam estressantes. A poesia nas escolas são totalmente mortas, pois o poeta precisa de tempo e ambiente livres para expressar seus sentimentos. De que forma um estudante, criará um poema, em um lugar corroído, onde te forçam a fazer algo que, no momento, não de interesse pessoal, e mesmo que o faça, o que fará o poeta ao acabar a aula e ter que matar sua criatividade para poder estudar outra matéria, ao termino da mesma.
A escola falha em formar pessoas, o aluno falha em aprender e o professor falha em ensinar. Os professores não ensinam o que realmente precisa seus aprendizes, os alunos não aprendem o que realmente precisa ser aprendido, passam vários anos aprendendo fórmulas, métodos e conteúdos, para poderem passar em testes, saem indecisos e ansiosos, porque não lhe ensinaram a resolver problemas da vida, somente questões sem nenhuma consequência ao erro.