A ausência de uma boa educação tornam as pessoas inseguras e sem identidade. A identidade é única em relação ao indivíduo mas contém semelhanças em suas ideias, uma identidade não nasce do nada, tem que ser construída de acordo com os objetos externos. Não nascemos uma tela em branco, já crescemos com características familiares, e ao passar de nossas vidas vamos adquirindo novos comportamentos e construindo nossa identidade. É o mundo ao nosso redor que vai, de maneira direta, influenciar em nosso ser.

Uma planta com pragas não pode gerar bons frutos, por mais que alguns escapem de tal destino, sua maior parte está doente. Da mesma forma é a sociedade, se estiver doente, consequentemente as pessoas estarão. A insegurança matou os grandes feitos, buscamos razões para todos os atos que praticamos, tudo precisa forçosamente ter uma razão, estamos constantemente insatisfeitos, inseguros por não sabermos o que fazer, como agir, e se agimos, pensamos o quão poderia ser melhor os demais meios. Já não sabemos quem somos e o que seremos, e estamos passando essa doença para nossas futuras gerações.

A falta de identidade e insegurança faz parte da massa popular brasileira a 30 anos. Isso é notório, os jovens já não sabem sua própria natureza, seu propósito, estão em uma confusão demoníaca, a cultura brasileira morreu e vivemos nas doenças que ela deixou em sua morte.

“Quando você sabe que não é ninguém, a busca por ser alguém se torna urgente” Olavo de Carvalho.

Dificilmente iremos nos tornar alguém em meio a uma escuridão identitária , as escolas de forma silenciosa produz a insegurança e a inconformidade. Os bons frutos são colocados em meio as larvas que o devoram gradativamente.

Desenvolvem diversas personalidades e comportamentos anormais que afetam na construção identitária, não sabem quem são realmente por conta das várias máscaras sociais que atribuiu a si próprio, obtendo vários distúrbios. Isso é notório quando, o aluno passa a aderir um certo comportamento para se adaptar ao ambiente com o intuito de ser aceito em determinado grupo.

“Me diga com quem tu andas, que eu te digo quem tu és”

Esse comportamento mimético causa dificuldades quando o aluno passa para a fase adulta e embarca no mercado de trabalho, pois como não possui conhecimento de suas verdadeiras metas e desejos, fica em dúvida ou inseguro ao escolher algum emprego, ou até mesmo escolhe um emprego que venha a se arrepender posteriormente.

A chama do aprendizado é a vontade, chama essa que foi apagada dos corações de todos no decorrer de sua vida escolar. O conhecimento de nenhuma maneira pode ser tirado de um indivíduo, mas pode ser manipulado para que nunca seja intendido. O aluno dificilmente abraçará o conhecimento que lhes é entregue dentro da escola, pois a maneira que lhe é repassada é totalmente desinteressante. O jovem não aprende a se desenvolver em sociedade, a se conhecer, mas aprende um conteúdo que será usado em uma avaliação que lhe dará uma nota que definirá o seu nível de aprendizado. Pusemos neles coleiras, definimos alunos bons e ruins por seu desempenho escolar, matamos a criatividade do docente com práticas pedagógicas que se dizem eficientes.

Que no final não lhe significará nada, pois nenhuma faculdade lhe pedirá nota do seu Ensino Médio ou Fundamental. Passamos anos estudando para nada, ao enxergar isso temos algo que particularmente chamo de “se deparar com a realidade”. É como se vivemos uma coisa irreal na escola, os valores e a ética escolar são totalmente diferente de como a sociedade é, realmente, como uma prisão, onde ficamos totalmente privados de qualquer coisa relacionada a “vida real”.

Perdemos um tempo que nos é precioso, o que “aprendemos” na escola por tantos anos, qualquer pessoa pode aprender em menos de 2 anos. Isso só prova que os primeiros anos de uma criança deveria ser voltada aos estudos literários, artístico e poético, uma vida mais ligada a família e a vida real e que a escola rouba sua oportunidade de crescer de forma positiva.

A desconstrução identitária causada pela escola é algo que está sendo feito desde os primórdios da educação, se a escola forma as sociedades futuras, ela tem parte da culpa por vivermos em uma sociedade tão decadente, sem masculinidade, com famílias destruídas e com pessoas tão problemáticas.