Paz entre os homens, calmaria no mar aberto, Descanso para os ventos e sono nos problemas.

Agatão é o personagem que falará sobre o Amor em sua essência, suas características e como se comporta, falando de um modo descritivo como a deusa realmente é.

Ele discorda de Fedro ao dizer que a deusa não é velha e sim jovem, sendo que ela está sempre com eles afirmado que “O semelhante sempre anda com o semelhante”.

Com os jovens, contudo está sempre em (195c) contato e é um deles.

Outra característica que Agatão assimila ao Amor é a delicadeza, citando uma frase de Homero onde o mesmo fala que “seus pés são verdadeiramente delicados; pois não se aproxima sobre o solo, mas anda sobre a cabeça dos homens” . Esse trecho nos mostra simbolicamente que o Amor vive em nossa mente, sendo ela delicada.

Assim, nos costumes e nas almas de deuses e homens ele estabeleceu sua casa.

O Amor também, segundo Agatão, é incapaz de fazer injustiça a algum ser, e qualquer ser é, da mesma forma, incapaz de fazer injustiças contra o Amor. Sendo ele perfeitamente moral. A temperança é mais uma de suas virtudes, tendo controle sob todos os prazeres, sendo que o amor é o maior de todos os sentimentos.

Restando a falar somente da sabedoria do Amor, sendo ela a responsável por todas as artes belas existentes, já que todas as coisas belas nascem do amor, os animais, as plantas, os deuses e os homens surgem com o toque do amor, ao passo que tudo que não é tocado pela deusa torna-se obscuro.

E foi sob a orientação do Amor e do desejo que Apolo inventou a arte do arqueiro, da medicina e da adivinhação, de modo que até mesmo ele pode ser considerado um pupilo o amor.

Assim, Agatão conclui que o amor “não é só ele mesmo supremo em beleza e excelência, mas também é a causa dessas qualidades em todas as demais coisas”.

O mais belo e excelente guia, alguém que todo homem deveria seguir, cantando belamente seus hinos e tomando parte das canções cantadas por ele, com o propósito de seduzir o pensamento de deuses e homens.