Pois se o amor fosse um só, o discurso [ de Fedro ] estaria bem colocado. Mas o fato é que o Amor não é uma unidade.

Pausânias irá abordar no seu discurso que o Amor não é um sentimento único, que existe tipos de amores, possuindo Amor de natureza distintas, sendo uma mais velha e outra porém, jovem.

Mas dado que há duas deusas, é necessário também haver dois Amores […] Uma com certeza a mais velha, não têm a mãe e é filha Urano. A esta nomeamos de Urânia. Quanto á mais nova, que é filha de Zeus e de Dione, nós a chamamos de Pandêmia.

O Amor aqui será retratado de duas maneiras, um Amor instintivo e um virtuoso e elevado. Um Amor que possui duas naturezas? ou um que é praticado de maneiras distintas? “ Toda ação se dá do seguinte modo: quando desempenhado em si mesma, não é feio nem belo”.

Pode haver uma forma má de praticar o amor? Pausânias faz uma alegação que nada em si pode ser algo sem que esse seja praticado de alguma forma. Tomaremos com exemplo uma melodia, ela em si mesma não pode ser nada antes que alguém a toque e, ao ser tocada podemos julga-la se está sendo produzida de maneira bela e harmônica ou de maneira rude e desafinada.

Do mesmo modo o Amor, que ao ser praticado de maneiras diferentes, cria-se dois tipos de natureza, dois amores que são representado por duas deusas, que Pausânias as chamam de Amor Popular e Amor Celestial.

Amor Popular ( Pandēmon )

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(181b) De modo que o Amor “Popular” de Afrodite é verdadeiramente popular e se perfaz, seja lá o que ocorre

O Amor Popular, como já dito, é um amor simples e totalmente carnal, tendo como objetivo principal apenas as relações carnais e prazerosas sem nenhum motivo de bem comum entre ambos a não ser a satisfação e nada mais, não contendo nenhuma intenção de elevação espiritual, sendo relacionado popularmente á um instinto animal de necessidade sexual.

Nascido nos rapazes e nas moças, um Amor desregrado, sem preocupações. Esse tipo de amor é representado por uma deusa mais nova por o motivo de que tal amor florescer nos jovens.

Olhando apenas para a realização do ato, sem qualquer preocupação se é belo ou não.